Preocupações e mitos
Meu filho me entende mas responde em inglês
“Ele me entende, mas sempre responde em inglês. O que eu faço?”
Pela equipe do Kinlingua · Atualizado 18 de outubro de 2026
Quando seu filho responde na outra língua, você tem cinco jeitos de reagir, e eles vão de empurrá-lo para a sua língua até acompanhá-lo na dele. King e Mackey relatam que as duas respostas de uma só língua foram associadas a habilidades mais fortes na língua para a qual se empurra. Isso vem do relato deles sobre a pesquisa de Elizabeth Lanza, e não do estudo original.
O que está acontecendo
Lanza estudou duas famílias norueguesas-americanas, e King e Mackey contam que ela identificou cinco estratégias principais dos pais quando a criança responde na "outra" língua. Elas vão de simplesmente fingir que não entendeu até alternar de língua você mesmo. O app marca cada uma conforme o lugar que ocupa.
- Fingir que não entendeu (uma só língua). Você pede que ele repita: "Não entendi, você pode repetir?". Das cinco, a que mais empurra para uma só língua.
- Adivinhar, na língua que você quer (uma só língua). Ele aponta para algo e diz uma palavra na outra língua, e você adivinha em voz alta na sua: "Você quer a bola?". Costuma ser uma pergunta de sim ou não, então é mais suave do que a primeira.
- Repetir na outra língua (bilíngue). Você diz o que ele quis dizer, na outra língua, sem pergunta e sem correção. Ele não precisa mudar o que disse, só ouve a frase de volta.
- Seguir em frente (bilíngue). Ele usa uma ou outra língua e você continua a conversa naturalmente, sem direcioná-la. Você não demonstra preferência por nenhuma.
- Alternar de língua junto com ele (bilíngue). Ele usa a outra língua, e você acompanha e responde nessa língua também, por uma frase ou mais. A mais plenamente bilíngue das cinco.
O mecanismo que King e Mackey descrevem tem a ver com qual língua a criança precisa produzir. As duas primeiras pedem mais da sua língua. As três últimas deixam a criança livre para ficar na dela.
O que fazer hoje
Comece pelo seu objetivo. King e Mackey relatam que o nível de competência das crianças foi mais alto quando os pais usaram mais estratégias de uma só língua, principalmente quando uma das línguas está em posição mais fraca. Se você está fortalecendo a língua mais fraca de propósito, tente as duas primeiras. Se você não quer empurrar para nenhum lado, qualquer uma das três últimas combina com isso.
- Se fingir que não entendeu parece duro, comece pelo palpite. A nota do app diz que é mais suave.
- Seguir em frente é o mais fácil na hora, mas a nota do app diz que não fortalece a língua mais fraca como as estratégias de uma só língua fazem.
- Escolha uma resposta e use a mesma durante a noite. É uma sugestão para manter a sua resposta constante, e não uma descoberta.
Evite que isso vire uma briga. O conselho próprio de King e Mackey, no capítulo sobre a criança que resiste, é que você não pode obrigar uma criança a falar uma língua, assim como não pode obrigar uma criança teimosa de quatro anos a vestir uma roupa específica. Eles sugerem fazer da língua uma escolha que a criança quer, e não uma obrigação.
Relato de uma família, não uma descoberta: Lucinda, madrasta de Matilda (4), conta que, quando Matilda passou por uma fase de responder em inglês, continuaram respondendo em português sem fazer alarde, e a fase passou sozinha. King e Mackey reúnem esse tipo de história como exemplo do que funcionou para algumas famílias, e não como um estudo controlado.
O que ainda não se sabe
Nenhuma fonte lida para este site explica por que uma criança que entende uma língua continua respondendo na outra, quanto tempo isso dura, nem quanto demora até ela responder na língua que você quer. A descoberta de Lanza vem de duas famílias e chega até nós por meio de King e Mackey, então não sabemos dizer como ela vale para a sua. Não lemos o estudo de Lanza.